
O dia de ontem e a madrugada de hoje foram momentos de extraordinária reflexão de todos os que estão envolvidos com o ensino do Jornalismo. O que me chamou a atenção, no entanto, não foram as vozes autorizadas da academia nem as propostas precipitadas de campanhas (algumas até com slogans prontos). O que me chamou a atenção nas diversas comunidades de que participo foi a maturidade manifestada pelos estudantes. Poucas foram aquelas despeitadas e rancorosas do tipo "vou trancar a matrícula" ou "vou fazer outro curso porque meu diploma não vale nada". O que ocorreu foi uma verdadeira guerrilha de cobrança dos cursos, uma saudável expectativa de que, com a decisão do STF, as faculdades de Jornalismo encarem com seriedade e compromisso a responsabilidade que têm com seus alunos.
Se o diploma não é mais exigido, o jornalismo continuará a exigir formação de qualidade. Penso que essa iniciativa deve ser recuperada pelos cursos específicos desde que permitam aos que os procuram a construção de horizontes avançados para a inovação conceitual e para a inovacão aplicada. A decisão tomada ontem pelo STF abre a discussão em dois sentidos: um é o dos efeitos que ela terá sobre a acomodada reserva de mercado que construiu posições imobilistas; outro é o do a inquietação sobre os desafios que a profissão passa a viver a partir de agora. Torço para que a comunidade universitária se preocupe com este último aspecto e deixe de lado, de uma vez por todas, o primeiro.
Leia as ponderações do Prof. Rogério Christofoletti, da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo, e conheça também as reflexões do jornalista Pedro Aguiar divulgadas na lista do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo.
E mais: André Mazini e Leandro Fortes também escrevem sobre as consequências da decisão do STF.




