terça-feira, 22 de junho de 2010

Ficção & História

Acabo de ler Represálias selvagens, de Peter Gay. O autor é professor em Yale e tem produzido obras que considero fundamentais para a História da Cultura, entre elas Modernismo, O século de Schnitzler, A República de Weimar. Represálias analisa a obra de três escritores - Dickens (ao lado), Flaubert e Mann - a partir do confronto que Gay faz entre a criação literária e aquilo que ele mesmo identifica como a marca hegemônica da produção cultural da modernidade: o princípio da realidade. É com base nesse pressuposto que as obras literárias de maior envergadura narrativa produzidas desde meados do século XIX teriam se transformado em registro, quase um retrato da sociedade em que foram gestadas. Gay aponta para o suporte que esse tipo de ficção representa para o ofício do historiador, quase sempre preocupado com o desenho de um painel fiel das épocas sobre as quais se debruça.

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