terça-feira, 3 de agosto de 2010

Conteúdos culturais não são necessariamente jornalísticos, diz Dora S. Silva

Encruzadas
O jornalismo cultural vive uma ilusão passageira em decorrência da aparente riqueza de informações que as mídias digitais põem em circulação ou estamos diante de uma vaga que dissemina conteúdos de pouco valor reflexivo para o público?

A questão que foi apresentada a diversas pesquisadoras não é, nem de longe, meramente retórica; ela conduz a uma reflexão cuidadosa sobre o gênero e inevitavelmente leva à discussão em torno de uma ambivalência contraditória e recorrente,  como dissemos  na pergunta original: explosão de informações, certamente; mas... "implosão de significados"? Quer dizer, perda da vertente mais consequente do jornalismo - a crítica, a análise, o esclarecimento - em favor da mercantilização da notícia e da simples prestação de serviços?

Essa dúvida, que atravessa boa parte da pesquisa feita atualmente sobre o tema, recebe de Dora Santos Silva respostas contundentes, como é possível ler na entrevista que a pesquisadora portuguesa concedeu ao blog (leia aqui). E sua análise tem a consistência de quem não deixa de observar em profundidade os processos de produção do Jornalismo Cultural. Formada pela Universidade Nova de Lisboa, onde se graduou em Comunicação, especializou-se em Jornalismo Cultural e obteve o mestrado em Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias, Dora é responsável pelo site Culturascopio e autora do livro Cultura e Jornalismo Cultural: tendências e desafios no contexto das indústrias culturais e criativas, a ser lançado em breve.  São de sua autoria também três textos disponíveis no Fórum sobre Jornalismo Cultural mantido neste blog.
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