quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Marina Magalhães: dicotomias prejudicam o Jornalismo Cultural


Marina Magalhães acaba de publicar o livro Polarizações do Jornalismo Cultural. É um trabalho que investiga as condições de produção do gênero em jornais fora do eixo Rio-São Paulo; nem por isso, no entanto, as características observadas pela autora diferem daquelas apontadas em outros estudos para veículos de outras regiões e de outros países.

Indagada sobre o paradoxo representado pelas novas possibilidades abertas pela rede e o acanhamento analítico das matérias publicadas - fato que tem sido apontado como provocador de uma espécie de efeito cascata sobre os meios impressos tradicionais -, Marina afirma que "a abundância de recursos e informações não necessariamente implica em uma abordagem aprofundada, embasada e instigadora", motivo que a leva observar com reservas as características atuais da informação jornalísticas sobre Cultura. 

A entrevista também avança sobre mais uma das questões propostas às pesquisadoras: em outras conjunturas históricas da imprensa brasileira, veículos do Jornalismo Cultural atuaram como aglutinadores de opiniões e de correntes de pensamento, em especial junto à intelectualidade. Isso se perdeu? 

Para Marina, o efeito da referida "explosão das informações" pode ser o da dispersão do público, não exatamente a dispersão física - ainda que a descentralidade midiática possa ser vista como resultado disso -, mas a dispersão cognitiva, a descentralidade da compreensão e da análise. Leia aqui a íntegra das respostas que a autora de Polarizações do Jornalismo Cultural ofereceu ao blog.
______________________________

2 comentários:

Claudionísio disse...

Que bom. O livro da Marina Magalhães vem suprir uma lacuna, pois temos realmente pouco livros sobre o tema. Importante também descentralizar a discussão, apontando para outras perspectivas, fora do habitual eixo-cultural Rio-S.Paulo.

Anônimo disse...

ler todo o blog, muito bom