domingo, 9 de outubro de 2011

Imediatismo e cultura no ensino de jornalismo


Estamos na véspera da vigência das novas diretrizes curriculares para os cursos de Jornalismo. Se têm fundamento os boatos que correm nas salas dos professores das universidades, tudo indica que o ministro da Educação, Fernando Haddad, deve sancionar a proposta apresentada ao Conselho Nacional de Educação. Com isso, encerra-se uma etapa na ampla discussão que há poucos anos dominou, pela 2a vez em pouco mais de uma década, o cenário das escolas onde a habilitação de Jornalismo era oferecida no âmbito dos cursos de Comunicação. Mas as novas diretrizes não acabam com o desafio que será, em cada curso, a implementação das mudanças necessária ao acompanhamento das novas possibilidades (é bom lembrar que diretrizes são apenas diretrizes; elas não significam qualquer exigência de seu cumprimento).

Pois foi pensando nessa perspectiva que sugeri o tema desta postagem para uma mesa que vai acontecer no Congresso de Produção Científica da Metodista, na manhã do dia 25 de outubro próximo. O paper apresentado (cuja íntegra estará disponível aqui no dia do evento) é uma reflexão sobre as perspectivas que os cursos têm daqui para frente e tomou por base a tradicional dicotomia existente entre a ideia de uma formação profissional específica, e uma outra, mais generalista, decorrente de sua inserção na área do conhecimento em que o Jornalismo se insere.

As conclusões apontam para a necessidade de uma revisão das práticas didático-pedagógicas utilizadas na configuração das estruturas curriculares. A proposta é a de que, com as novas diretrizes, os cursos se articulem em três núcleos - profissional, deontológico e cultural - capazes de superar esse que considero o principal dilema pedagógico dos cursos de jornalismo. O trabalho, portanto, é de natureza teórica e foi feito com base no material de pesquisa disponível em http://migre.me/5CAVW.
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