sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Prêmio Nobel da Paz à União Europeia sinaliza repúdio à desagregação e à xenofobia

"...  a União Europeia é uma reação defensiva ao horror" 
(André Glucksmann)
Ainda ontem, na postagem que fiz comentando a tentação autoritária que se espalha pela Europa em meio à crise econômica, especialmente na Grécia e na Espanha, fiz referência à ameaça de que a desarticulação das instituições dos países membros da União Europeia pudesse atingir o funcionamento do regime democrático. Ao final do texto, indiquei o link para uma ótima entrevista que André Glucksmann deu ao Der Spiegel (aqui) destacando os fundamentos da ideia comunitária, segundo ele, mais um modelo de sociedade do que propriamente o formalismo de uma união diplomática dos países da região: um repúdio à xenofobia e ao nacionalismo fundamentalista que se transformou no medo herdado das duas guerras mundiais.

Pois hoje o Comitê do Prêmio Nobel da Noruega anunciou ( leia a matéria do Estadão) a concessão do Nobel da Paz à União Europeia por sua contribuição "ao avanço da paz e a reconciliação" e a defesa dos direitos humanos no continente. Gostei: é uma decisão pertinente e consequente com os desafios  da crise global.
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* Em artigo publicado no La Repubblica, Habermas classifica a concessão do Nobel à União Europeia como um apelo de Oslo à Europa solidária e democrática.
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