quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Aumentar a produtividade social do trabalho, sem que os trabalhadores se dêem conta disso...

"A vida é muito curta para tatear. Escolha um
objetivo e vá atrás dele" (é o conselho que, nos anos 20, a empresa britânica Parker-Holladay deu aos trabalhadores do mundo inteiro através do fictício Bill Jones)
Neste reinício das atividades acadêmicas, estou eu às voltas com a leitura do pequeno artigo que Luiz Gonzaga Beluzzo publicou no Valor Econômico do último dia 5 de fevereiro (leia uma cópia PDF aqui). Gosto muito das reflexões de Beluzzo, e não fosse ele o palmeirense que é, e minha admiração pela sua obra seria completa. Como ninguém é perfeito, fico satisfeito com as reflexões de natureza acadêmica que ele produz nesse espaço público da reflexão intelectual que é o Jornalismo abrangentemente chamado de cultural  - que seus próprios editores têm dificuldade em entender em sua importância e abrangência.

É bem o caso desse texto de Beluzzo: uma boa síntese da dinâmica que a economia global passou a viver em razão da interferência associada dessa dupla dimensão contemporânea: a expansão capitalista associada - como em nenhum outro período da História - à inovação técnica, de tal forma que talvez se aplique ao momento presente, em sua plena integridade, o princípio da destruição sistemática promovida pela abolição do repouso como instância da vida, e é o próprio autor do artigo que lá pelas tantas reconhece isso.

Identificado o painel geral onde se origina essa prática - a "tríade desenvolvida" (EUA, Europa e Japão) - Beluzzo especula sobre as estratégias que os países emergentes da Ásia, em especial a China, adotaram para não perder nem a corrida do desenvolvimento nem espaço na competição global. Penso que é possível resumí-las. 

Em primeiro lugar, um regime de regulação sem concessões para a ideologia liberal; uma espécie de revestimento refratário ao descontrole dos fatores de produção que, como todo mundo sabe, estão entre as causas primárias de todas as crises do capitalismo. Diz Beluzzo:

* continue a leitura
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