domingo, 21 de abril de 2013

Eleições diretas para o Banco Central...

No lugar do Palácio do Planalto...
Leio no suplemento de Economia do Estadão de hoje o artigo entusiasmado da jornalista Suely Caldas, que também é professora da PUC-RJ, a respeito do avanço verificado no legislativo para que o Banco Central ganhe autonomia (leia aqui). Segundo a articulista, a iniciativa é do senador petista do Rio Lindbergh Farias que quer por em votação um projeto de seu colega Francisco Dornelles (PP, RJ) "pelo qual (...) a diretoria do BC (Banco Central) tem autonomia para decidir e executar políticas que garantam" o cumprimento de metas de inflação que a própria instituição delibera quais são. O artigo de Suely Caldas, claro, não se resume a isso, mas o núcleo principal do contentamento da jornalista é este: a autonomia do Banco Central vem por aí e, com ela, o capítulo final da desarticulação do Estado na área da Economia.

Essa é uma estratégia do capital financeiro que vem sendo ensaiada desde o governo FHC, e nem mesmo ele, com toda a sua compulsão neoliberal, conseguiu por em prática. Na época da formação da equipe de Lula e na definição de suas metas de governo a ideia voltou com toda a força nas áreas que pautam as discussões políticas nacionais e só não se concretizou em definitivo porque o próprio Lula, esperto como é, se encarregou de desarmar a pressão: deixou o BC atuar praticamente solto nas mãos de um dos homens mais confiáveis dos bancos - Henrique Meirelles. Mas os tempos eram outros e os bons ventos da economia brasileira acabaram por tornar inócua qualquer queda de braço sobre o assunto.

Com Dilma as coisas têm sido bem diferentes: malogradas as metas da inflação e diante dos baixos índices de desempenho do PIB, as correntes em que se dividem os economistas brasileiros ganham importância,  especialmente em torno das diretrizes da política econômica a ser posta em prática para que a crise seja superada. Neste caso, voltam ao cenários os desenvolvimentistas e os monetaristas. Aqueles que defendem a autonomia do BC estão entre esses últimos.

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