domingo, 16 de fevereiro de 2014

Desfaçatez da escola privada...

Recebo do Sindicato dos Professores de São Paulo (SINPRO-SP) a notícia de que a 1a rodada de negociações da campanha salarial com a representação patronal das escolas de educação básica (SIEEESP) foi um fracasso. Os empresários, numa desfaçatez inédita, simplesmente propõem a liquidação dos principais direitos que os docentes conquistaram ao longo de mais de três décadas. Entre outras coisas, querem que o reajuste salarial e a participação nos lucros e resultados sejam proporcionais ao tempo de serviço, rebaixamento salarial generalizado, fim das férias coletivas etc etc etc...

Não é difícil imaginar o tamanho das dificuldades que nossos representantes vão enfrentar até que algum tipo de acordo seja alcançado, mas é surpreendente observar o despreendimento e a cara de pau dos donos de escola (no caso do ensino básico, como de resto em outros setores privados da Educação, um segmento que está longe de cumprir com os compromissos de qualidade pelo quais cobra somas estratosféricas de sua clientela) ao avançar na jugular dos professores, certamente imaginando que se trata de uma categoria impotente para fazer valer sua vontade e força.

Afastado temporariamente da atividade sindical, tomo a liberdade de recomendar que contra essa turma a Confederação vá ao STF arguir sobre a inconstitucionalidade de qualquer proposta que arranhe todos os capítulos da Carta Magna que falam da valorização do professor. Em seguida, um grande rolê um dia todo na cidade inteira... para que a sociedade saiba a quem é quem nas escolas particulares e as coisas sejam postas nos devidos lugares...
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