sábado, 8 de fevereiro de 2014

Sherazade: despreparo, grosseria e crime

Liberdade de opinião não tem nada a ver com apologia do linchamento: o que espanta é uma mediocridade dessas na condição de âncora de um telejornal de alcance nacional
A apresentadora Rachel Sherazade é uma das mais ilegítimas representantes do pensamento conservador no Brasil. Digo "ilegítima" porque temos, entre os conservadores, uma corrente ilustrada que difere daquilo que se ouviu no SBT por sua densa formação intelectual e por seu respeito aos princípios do humanismo. A apresentadora do canal de Sílvio Santos está longe disso, como se pode concluir pela defesa que fez - com absoluta ignorância jornalística e indiferença social - da "justiça com as próprias mãos", uma bandeira que pode nos conduzir à barbárie. 

Com exceção da cumplicidade de alguns poucos funcionários do SBT, só o dublê de pastor e parlamentar Marcos Feliciano é que saiu em sua defesa (leia aqui), fato que complicou ainda mais a situação da moça que, segundo corre na rede, é servidora do governo da Paraíba, recebe um salário mensal de 150 mil reais por mês e há 3 anos não aparece na repartição onde está lotada como escrivã.

O melhor de tudo o que foi escrito sobre o desatino da Rachel é o artigo do deputado Jean Wyllys. O autor do texto - que se notabiliza pela coragem como defende os direitos constitucionais - dá a partida com uma pergunta singela: como a jornalista se sairia se um grupo de linchadores resolvesse linchá-la por defender o linchamento? A resposta vem de uma letra de Caetano Veloso. Leia aqui a íntegra do artigo publicado em Carta Capital.

* Leia também: Uso sem moderação. Jânio de Freitas (Folha)
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