domingo, 6 de abril de 2014

Patrimônio dos trabalhadores é detonado

Perda do FGTS com ações já é de R$ 662 milhões


A notícia está no Estadão de hoje (leia aqui) e por ela fica-se sabendo que as aplicações do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em ações das bolsas de valores, autorizadas no limite de 50% dos saldos das contas dos trabalhadores, foram sangradas em bem mais de 600 milhões de reais. É um dos maiores estelionatos de que se tem notícia na história do Brasil. E com um agravante: a armadilha montada pelo governo Fernando Henrique Cardoso - e mantida pelos governos Lula e Dilma - é definitiva, isto é, não há qualquer tribunal que possa desfazer o prejuízo. 

É simples entender o motivo: a opção de investimento em ações acarretava o risco do mercado. Para bom entendedor: o patrimônio do trabalhador amealhado depois de anos de poupança compulsória das empresas foi dilapidado pela aventura do risco que os títulos de empresas que são rifadas nas bolsas sempre trazem, entre elas as estatais. Os governos, para compensar a natureza raquítica do nosso capitalismo e sempre conservadora dos empresários brasileiros, apresentaram para os assalariados um miragem de ganho fácil, mas esconderam convenientemente as incertezas desse tipo de aplicação financeira.

Parece que o resultado obtido agora e exigido na matéria do Estadão mostra a perversidade do que aconteceu. Nem as bolsas, nem os trabalhadores, nem as empresas ganharam qualquer coisa com a jogatina. O dinheiro evaporou... 
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