domingo, 22 de junho de 2014

A agenda da sociedade...

Pantomima da representação política pode causar espanto, mas tem uma lógica perversa
Gosto da análise de Renato Janine Ribeiro que o caderno Aliás do Estadão publicou na edição de hoje: para o professor da USP, a sociedade brasileira entra agora, na emergência da campanha eleitoral deste ano, na "quarta agenda democrática, que consiste em transporte, educação, saúde e segurança públicos de qualidade. É ela que porá fim ao apartheid entre quem paga ao setor privado pela qualidade deles, e quem está restrito à má qualidade do Estado". 

Não acho que o problema tenha sido bem colocado por Janine Ribeiro, mas me parece que essa é a essência do fosso que vai se abrindo entre os discursos feitos no cenário político-partidário e a conjuntura social. Em outras palavras, se Dilma e o PT não mudarem o rumo de sua plataforma econômica e estancarem a brutal transferência de renda para o setor privado que vem ocorrendo no país há oito anos, é possível que o Brasil caminhe para um quadro de rejeição às práticas da representação política tradicional e acabe escolhendo para os cargos majoritários qualquer bagulho que se apresentar ao eleitorado com maior carisma (continue a leitura)
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