sexta-feira, 18 de julho de 2014

Argentina é alvo de pilhagem internacional financeira, afirma Cristina Kirchner

A manchete acima é do Estadão de hoje (16 de julho) e expressa com muita precisão o processo covarde que vem sendo movido contra a Argentina pelos conhecidos fundos abutres - grupos financeiros especuladores internacionais protegidos por tribunais estadunidenses que impõem ao país vizinho condições insuportáveis para o resgate de títulos de suas dívidas.

Penso que este é o momento do governo Dilma deixar claro qual é o lado que o Brasil ocupa nesse cenário - se a da tradicional conivência com os desmandos do capitalismo neoliberal (que inspira as medidas de transferência de renda para os setores privados nacionais, como vem acontecendo há anos no país) ou se é a da coerência com a soberania que nos leva a participar dessa medida de criação de um Banco Central dos BRICs (leia aqui atualização sobre a posição defendida por Dilma).

Acredito que o governo Kirchner tem hoje a mais esclarecida política econômica da América Latina e se manifesta dignamente no confronto com os fundos abutres. Torço para que Dilma não se deixe levar pelas bobagens ditas pela mídia nem perca a oportunidade de participar de forma decisiva da construção de uma nova ordem econômica mundial. Defender a soberania Argentina claramente - e eventualmente repudiar o que vem ocorrendo na Palestina - é um bom começo.

Saiba mais sobre a queda de braço do governo Kirchner com os fundos abutres: 

 Como acabar com os abutres que ameaçam a Argentina (Opera Mundi)  Divida da Argentina não tem justificativa legal, nem administrativa, nem financeira (entrevista com Maria Lúcia Fatorelli em IHU).
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