quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Empresas estrangeiras promovem rapina e tiram do país US$ 3 bilhões. Só em agosto.

O (mau) exemplo da indústria automobilística.
Gráfico do Banco Central expõe o desequilíbrio que o capital estrangeiro provoca na economia brasileira: entre 2007 e 2013, para um total de investimentos de US$ 3,9 bilhões, foram enviados ao exterior US$ 26,4 bilhões. A diferença entre os dois números é astronômica e indica um movimento de descapitalização da economia brasileira sem paralelo na história mundial*

(clique na ilustração para ampliar)
O Brasil continua imbatível na condição de bobo da economia global: no mês de agosto aquilo que os economistas chamam de fluxo cambial negativo não foi mais do que um eufemismo para esconder uma sangria de US$ 3 bilhões de dólares - uma fatia importante do PIB brasileiro que, a pretexto de remessa de lucros, acabou nos bolsos das matrizes das empresas estrangeiras instaladas aqui (leia a notícia do Diário do Comércio)

Neste ano, esta não é a primeira vez que isso acontece. Nos meses de fevereiro, maio e julho a rapinagem totalizou US$ 4,5 bilhões. O ano de 2014 vai passar para a história, portanto, como o período em que a riqueza gerada pela economia nacional - fruto do esforço de toda a sociedade - mais contribuiu para amenizar a crise dos países desenvolvidos do que melhorou nossas condições econômicas internas, uma demonstração de perda da soberania nacional que nos deixa vexados no mundo inteiro. Acrescente-se a isso a saída ilegal de divisas promovida por empresas nacionais e estrangeiras (leia a matéria do Estadão sobre o assunto).

Por essas e outras não é difícil entender como definha a credibilidade do governo federal na condução de uma política econômica que hoje se reduz, internamente, à submissão aos interesses privados de empresas e bancos e, externamente, à aceitação da posição subalterna de enclave colonial.

(*) A descapitalização provocada pela indústria automobilística é ainda maior se for levada em conta a política de desoneração (redução do IPI) e seus efeitos negativos no déficit público.
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