quarta-feira, 18 de março de 2015

PMDB e Eduardo Cunha põem Dilma de joelhos e afrontam poderes republicanos

Saída de Cid do MEC cria presidencialismo parlamentarista, coisa que nem os ingleses sabem o que é...

O efeito mais nocivo da prática da governabilidade a qualquer custo apareceu agora à tarde em toda a sua dimensão com a chantagem bem sucecida que o PMDB fez com a presidente Dilma: ou ela demitia Cid Gomes ou o "partido" deixaria a base aliada.

Não quero parecer alarmista, mas o cumprimento da ameaça pode ser traduzido como um golpe contra a presidente. Em qualquer caso, penso que, de fato, ela virtualmente já não governa o país.

Cunha é o virtual presidente da Repúblca - ou 1o.ministro, como quer o El País (aqui) - mas agrava o cenário político e transforma as sessões da Câmara em alguma coisa parecida com reunião de condomínio.
Reitero o que tenho dito nas minhas últimas postagens porque ainda dá tempo de reverter esse quadro: se Dilma recompuser o apoio de suas bases sociais, abandonar o programa neoliberal e avançar em reformas profundas, acho que seu governo sobrevive. Se não fizer nada disso o que resta de seu poder fica irreconhecível.

Leia mais: * A gravidade da crise * A semana em Eduardo Cunha foi o 1o. ministro do Brasil 
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