domingo, 19 de abril de 2015

Nas redes, são as práticas socioculturais que falam mais alto

Um dos momentos mais produtivos que tive neste semestre na disciplina que ofereço no Póscom da Umesp foi com a discussão do texto de Fábio Fonseca de Castro, Fenomenologia da Comunicação em sua cotidianidade. O autor trabalha com o conceito heideggeriano de gerede (falatório) como sendo a condição fundamental do estar-no-mundo do Homem, isto é, a "dimensão comunicativa e cotidiana" da existência através da qual o mundo é percebido. Para Heidegger, o entanto, como nos faz ver Fonseca de Castro, esse falatório é o "conjunto do que é referido, a soma, o acúmulo, (...) o transbordo, o excesso e, em consequência, o vazio".

"Gerede, diz Castro, evoca uma vacuidade no dizer, o excesso de sentido que leva à ausência de sentido", uma espécie de caos cognitivo decorrente da profusão de discursos provocada pelo falar ordinário que é descarregado de percepções analíticas e críticas. No entendimento de Heidegger, um "falar em comum" que não produz necessariamente Comunicação (continue a leitura).
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