quarta-feira, 17 de junho de 2015

A hibridação cultural, a novela e os shoppings centers de Sorocaba

I love Paraisópolis pode se transformar num rolezinho eletrônico (já que os verdadeiros foram proibidos nos shoppings centers), mas agora com o sinal trocado: quem é que ousa colocar La Marquesine como outsider e proibí-la de entrar na sala de jantar; quem recusa o jeito Neymar de ser? Aqui entre nós: é o caos cultural.

Dia desses participei de uma banca na qual o candidato resolveu proteger suas reflexões com o mantra do hibridismo cultural. Parece que o conceito é a fruta da estação - ainda que bem madura - tantas são as vezes que me deparo com ele, uma espécie de eureka sociológico que tenta provar uma coisa que eu entendo que não é possível ser feita: mascarar as contradições sociais a partir de uma universalização de padrões de gosto, de consumo e de comportamento que democratiza por cima a sociedade desigual.

Tem gente de peso que defende isso, mas fico com um pé atrás porque me parece que estamos diante de uma "descoberta" mais próxima do merchandising do que da realidade - ou foi a realidade que acabou se transformando em merchandising de uma vez por todas (continue a leitura).
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