terça-feira, 9 de junho de 2015

Alckmin fala baixo, ajoelha e libera mais R$ 20 milhões para a facção da Linha Amarela do Metrô


Quem é que esquece?

Em 2015 prescrevem os crimes cometidos na Linha Amarela no episódio do "buraco da Marginal". Sete anos depois, ninguém foi punido. Ao contrário, o consórcio envolvido na tragédia continua sendo alimentado com recursos públicos para construir o menor e mais caro trecho de trens metropolitanos do mundo (leia aqui)


O consórcio ViaQuatro, do Grupo CCR e responsável pela construção da Linha 4 do Metrô vai entrar para a história de São Paulo como o empreendimento privado que mais tungou, com a conivência das próprias autoridades, o erário público: embora seja lembrado pela tragédia da Marginal Pinheiros - aquela da enorme cratera que se abriu no canteiro de obras tragando pessoas, casas e máquinas -, o "comando" que responde pelo grupo acaba de ser beneficiado com mais um aditivo no contrato que até agora não conseguiu cumprir. O governador Alckmin decidiu dar à "empresa" mais R$ 20 milhões para que ela conclua as estações Hiegienópolis-Mackenzie e Oscar Freire, até agora inacabadas (leia a notícia aqui).

Esse é o resultado da prática que as empreiteiras adotam quando abocanham empreendimentos públicos e é também mais uma comprovação - como se já não bastasse o escândalo da Lava Jato - de que os interesses privados continuam sendo, na minha opinião, o principal obstáculo para o desenvolvimento econômico do país. De quebra, neste caso, com o co-protagonismo do governo paulista que se curva, como sempre, ao poder do capital e cede à chantagem que é feita com o atraso nas obras do Metrô. 
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