terça-feira, 16 de junho de 2015

Evangélicos e católicos aterrorizam educadores

Setores liberais e progressistas da sociedade brasileira precisam encarar de frente a ameaça conservadora que avança sobre o regime democrático. Fechar os olhos para isso e fingir que não está acontecendo pode representar um retrocesso que nos leva aos piores anos da ditadura.

Recebo um relato angustiado de uma professora que participou da última discussão pública do plano municipal de Educação da cidade onde mora. O debate iria culminar um processo de vários meses antes que o projeto fosse enviado à Camara Municipal para deliberação. Um rito democrático que, no entanto, acaba de ser atropelado, segundo minha colega, pela fúria de grupos conservadores liderados majoritariamente pelo Partido Evangélico (que é com eu denomino o conjunto das igrejas neopentecostais existentes no Brasil).

É a ponta de um processo que cresce em diversos setores da vida nacional: no parlamento, na mídia, nas escolas, nas ruas, espaços progressivamente ocupados pela lógica da intolerância, agora agravada pela bandeira da educação conservadora que nega as conquistas sociais e culturais que a sociedade brasileira conseguiu obter nos últimos anos (leia aqui).

Não sei se será preciso muito tempo para que esse movimento caminhe para a formação de milícias fanáticas que implantem o terror como prática política.
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