segunda-feira, 29 de junho de 2015

Habermas, a Europa e a Grécia...

Estamos outra vez em crise com Atenas porque, já em maio de 2010, a chanceler alemã se importava mais com os interesses dos investidores do que com quitar a dívida para sanar a economia grega. Neste momento, evidencia-se outro déficit institucional. O resultado das eleições gregas representa o voto de uma nação que se defende com uma maioria clara contra a tão humilhante e deprimente miséria social da política de austeridade imposta ao país.

Leia a íntegra do  artigo de Habermas: O governo dos banqueiros

É isso. Esse sonambulismo que insiste em ignorar as tensões e demandas sociais em favor do capital corrói os projetos mais generosos da integração econômica, da democracia e do socialismo e ainda vai levar o mundo "ao abismo", depois de fazê-lo passar pelo "vazio". É só olhar ao redor para verificar que há muita objetividade nessas máximas. 

Aqui mesmo, neste Brasil sem rumo, nossa presidente acaba de marcar mais um tento contra si mesma e contra o país ao insistir na política cega de austeridade econômica que pauperiza setores vitais para a sociedade, enquanto privilegia as diversas facções dos empresários. Na oportunidade que teve em fazer valer a soberania de que se encontra investida quando de sua estada em Washington, ainda neste semana, Dilma Rousseff saiu-se com a ideia de um acordo de livre comércio com os Estados Unidos (leia aqui), naquele mesmo estilo do Nafta - o tratado que transformou o México numa nação de terceira categoria e em protetorado dos Estados Unidos. 

Posso estar enganado, mas essa turma ainda vai acabar sitiada no Palácio do governo em Brasília. E acho que o velho Habermas vai estar lá no seu gabinete amargando mais um acerto de suas teses sobre a Grécia ou sobre qualquer outro país...
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