sábado, 11 de julho de 2015

Armadilha conservadora

Se mantiver essa política de convivência submissa aos interesses privados  e conservadores, a presidente vai acabar se tornando vítima de um golpe constitucional e pode passar o resto de seu mandato como figura acessória do poder. Penso que "enfrentar o golpe", como quer o senador Lindbergh Farias, significa mudar essa lógica.

O senador Lindbergh Farias, do PT-RJ, afirma em artigo publicado no CGN que é preciso "unificar as bases e enfrentar o golpe", referindo-se à ameaça de um movimento dos grupos de direita pela interrupção do mandato de Dilma Rousseff. Não é a respeito disso que tenho dúvidas. Tenho dúvidas quanto ao caminho de isolamento político e social que a presidente insiste em percorrer com o recurso a medidas de agrado do empresariado - como é o caso da MP 680 (leia também a postagem abaixo) - ou de agrado da pior facção política do país representada por Michel Temer ao ceder-lhe mais poder.

O que pode unificar as bases de Dilma e afastar o risco de golpe é o retorno às origens sociais que a colocaram na Presidência da República. 

* Sugestão de leitura: O campo minado de Dilma Rousseff (El País).
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