terça-feira, 4 de agosto de 2015

Tempos extraordinários

No seu tempo de ministro, Delfim Netto foi blindado pelos militares e não enfrentou panelaço algum quando promoveu a maior concentração da renda já vivida pelo país. Agora, faz o figurino da crítica cínica e vem a público com um truísmo de péssimo gosto e de doer nos ouvidos: "é preciso devolver à sociedade a perspectiva de crescimento da economia". Que bobagem...  (leia aqui a entrevista do ex-czar da economia na triste época da ditadura). 

O que mais me chama a atenção no meio dessa turbulência política em que o país vive é a emergência de processos que ficaram adormecidos durante muito tempo em algum breu da sociedade e que esse modelo que acabou sendo construído no país agora revela. Um deles é a desconstrução do trabalhador como sujeito político e a narrativa que ele próprio se encarrega de fazer do conservadorismo, uma armação imaginária que reitera e reforça as práticas de sua própria exploração. É sair por aí em direção aos bolsões da periferia para se concluir que as demandas do reformismo social estão de tal forma fragilizadas que suas bandeiras praticamente desapareceram (continue a leitura) 
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