segunda-feira, 7 de setembro de 2015

E agora?

A Fundação Nacional de Ciências dos EUA (NSF) já admitiu que as mudanças tecnológicas podem estagnar ou perder o ritmo acelerado que tem marcado seu desenvolvimento caso os especialistas não radicalizem a disrupção, isto é, o processo de "destruição criativa" que também aqui, como uma fúria, reproduz a lógica da produção industrial: não há nada definitivo nem estacionário no universo digital que não possa ser removido (leia mais).

Dois obstáculos precisam ser vencidos: a visão imediatista do interesse privado - que hesita em investir nas mudanças, e o esgotamento de natureza cultural que vai tomando conta dos usuários - além, é claro, dos sintomas de alienação psíquica que se manifestam numa bobeirização crescente: a idiotização como padrão de conduta na esfera cotidiana. A esse respeito, o desejo de desconectar ganha dimensões agônicas: fora da rede, ficamos perdidos. 

Quem sabe o mundo cibernético previsto por Lefebvre - aquele esfera em que ocorre a decomposição da vontade humana em razão de um objetivismo tecnológico sem limites - não esteja se concretizando? Sei não...
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