sábado, 5 de setembro de 2015

Sobre meninos mortos

São muitos os garotos como o menino Aylan Kurdi que morreu na Turquia

Com o estômago meio virado depois de acompanhar as notícias sobre a tragédia dos migrantes que se refugiam na Europa -  imaginando que lá vão encontrar o cumprimento das promessas feitas pela modernização global - essa mesma modernização que condenou 2/3 de civilização à pobreza inapelável...

Ainda agora, dou de cara com a manchete do Opera Mundi: na Hungria - um país que herdou toda a fúria e o ressentimento de sua condição de lugar de passagem dos impérios europeus - pela voz de um dos mais legítimos representantes do neofascismo, o primeiro ministro Viktor Orban, anuncia que vai expulsar  todos os refugiados que entraram no seu território para a Áustria e para a Alemanha: "Os húngaros têm o direito de escolher não viver junto com populosas comunidades muçulmanas", disse ele (leia aqui). Deveria ter acrescentado: exceto quando for para aproveitar sua mão de obra barata...

Seleciono três dos textos que me parecem resumir melhor o contexto e a indignação em torno do tema: Crianças e Guerras (Alberto Dines), O menino sirio ou o retrato do miserável sonho europeu (Gustavo Borges Revilha) e Migrações: o radicalismo não cabe mais nos dias contemporâneos (IHU).
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