quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Soberania brasileira definha e país é humilhado pelo capitalismo global

Classificação de risco arbitrária e humilhante
(clique no gráfico para ampliá-lo)
A coisa toda é muito simples: depois do rebaixamento da nota de risco que o Brasil sofreu ontem por decisão da agência de classificação Standard & Poor's, ficou mais difícil para o país receber investimentos e gozar da confiança dos organismos internacionais de crédito. É como se um cidadão com a vida financeira desorganizada tentasse obter empréstimo num banco - ou mesmo procurasse abrir uma simples conta corrente - e tivesse seu pedido negado pela falta de consistência em seus dados cadastrais (leia Entenda o que é grau de investimento e como ele é atribuído pela agênciasFolha/Uol)

A coluna do meio do gráfico acima - publicado no Gazeta Online - mostra como o Brasil estava até ontem (conceito BBB-, o último entre os países de conceito médio). A partir de hoje, o conceito passa para BB+, isto é, somos o primeiro país entre os que merecem menos confiança do capitalismo global. A situação só não é pior porque as outras duas agências com as quais o Brasil assina contratos de avaliação - a Fitch (1a. coluna) e a Moody's (2a coluna) - ainda mantém suas avaliações anteriores, respectivamente BBB e Baa3).

Na verdade, o rebaixamento do Brasil pela S&P já era esperado desde o final de julho (leia aqui) e foi dado como certo depois que o governo enviou ao Congresso, acho que na semana passada, um orçamento deficitário - uma espécie de comprovação de que o país está em déficit operacional - alguma coisa parecida com uma falência virtual. Foi o quanto bastou para que todos os analistas e as próprias autoridades acabassem se conformando com a iminência do que aconteceu ontem, além da forte torcida da oposição a Dilma para que a nota do Brasil fosse mesmo rebaixada (continue a leitura).
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