terça-feira, 13 de outubro de 2015

Em defesa de Dilma

O estreitamento das bases de apoio da presidente Dilma é provocado pela deliberada disposição golpista dos setores conservadores da sociedade brasileira, a começar pelos empresários, pelos rentistas e pelos perdedores inconformados das eleições de 2014 - aqueles a quem Janio de Freitas chama de taradinhos.

Permitir que essa turma chegue ao poder através do impeachment, sob o comando de Eduardo Cunha, de Aécio Neves - que parecem ser os principais articuladores do golpe "constitucional" que está sendo armado - é um retrocesso que pode levar à perda dos avanços democráticos e sociais que o Brasil conquistou na última década. Tenho inúmeras e sérias divergências com o caminho que Dilma escolheu para resgatar a governabilidade, da política fiscal à reforma ministerial que acaba de concluir, mas coisa bem diferente é apostar no seu afastamento do governo. Defender Dilma me parece ser a forma mais coerente de exigir que ela retorne aos compromissos que sua eleição representou para a sociedade brasileira (leia também * A democracia vai pagar um preço alto se o impeachment vingar, de André Singer * Verdades secretas, Painel, da Folha de S. Paulo).
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