segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Manifestações fracassam e movimento golpista se desespera

A imagem mais fiel do que foi a manifestação na
Paulista mostra um grupo não muito maior do que
qualquer passeio de domingo consegue reunir.
Os gráficos do Estadão (aqui) mostram o progressivo esvaziamento do movimento pró-impeachment: em relação a datas anteriores de 2015, a diminuição do número de manifestantes no país inteiro ontem foi vertiginosa. Há uma série de fatores que podem explicar o fenômeno, mas todos parecem convergir para duas possibilidades bastante plausíveis: a associação entre as iniciativas tomadas na Câmara para o afastamento da presidente e o perfil das personalidades que as lideram (personagens inexpressivos e corruptos, como é o caso do notório facínora Eduardo Cunha); e o esgotamento do discurso dos que são favoráveis ao impeachment, um vezo autoritário e rançoso, empresarial e oportunista. 

Personagens deprimentes e saudosas da ditadura não foram
 mais do 4 ou 5 no ambiente de desolação que

predominou nas manifestações




O resultado dessa desarticulação que resulta da  aliança entre bandidos e golpistas é o crescimento de manifestações preconceituosas e autoritárias de todo o tipo.

Na minha opinião, não há espaço político para que propostas com essas marcas sobrevivam na esfera pública, exceto pela intolerância e agressividade. Se o desespero e a histeria tomarem conta dos sentimentos sempre rancorosos da classe média, como parecem demonstrar os discursos de Serra, Aloysio e Skaf... sei não.


______________________________

* Vamos para as ruas em defesa de  Dilma e da Democracia na 4a feira, dia 16.
______________________________

Nenhum comentário: