domingo, 6 de dezembro de 2015

Rede da legalidade contra o impeachment

"... o pedido de impeachment de Dilma não encontra respaldo na Constituição Federal, pois a presidente não estaria diretamente envolvida em crimes de responsabilidade. Não há nenhum ato da presidente da República que atente contra a probidade dela, mesmo os adversários mais firmes da presidente não imputam a ela nenhum ato de corrupção”, disse Flávio Dino, governador do Maranhão, um dos criadores da nova Rede da Legalidade

Brizola no Palácio do Governo em Porto Alegre: rede
da legalidade impediu o golpe contra a Constituição
(leia aqui o especial do Estadão sobre o episódio)
Em 1961, em seguida à renúncia de Jânio Quadros, emergiu no Brasil um movimento contrário à posse do vice-presidente João Goulart. Sob argumentos os mais inverossímeis e descabidos, as elites  na verdade queriam impedir o retorno ao governo do PTB, partido de orientação social-democrata inspirado na liderança de Getulio Vargas. Como agora, empresários e grupos ultra-conservadores avançaram numa manobra inconstitucional que antecipava o que viria a ocorrer em 1964. Foi Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, quem encabeçou vitoriosamente a resistência ao golpe (a Cadeia da Legalidade sediada no Porão da Legalidade). As conjunturas históricas são diferentes, claro, mas a pusilanimidade das elites continua a mesma: golpismo, desrespeito à Constituição e aversão ao social, preconceito e proteção ao grande capital...
A rede anunciada hoje é um sopro de dignidade na política brasileira em contraposição à canalhice de Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Michel Temer, Aécio Neves, José Serra e FHC. 


Que gente é essa?
O golpe contra a democracia e contra os interesses da sociedade brasileira tem rosto e nome: Especial de Carta Maior sobre o impeachment. Leia também:
* Pedalada fiscal é desculpa (Marcelo Lavenère) * Ciro Gomes acusa Temer de ser o "capitão do golpe" (Estadão)
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