domingo, 21 de fevereiro de 2016

Samarco desafia soberania brasileira e faz pouco caso da tragédia que provocou

Olhe para todos os lados, é o slogan da campanha da Samarco.
Um bom e consciente redator acrescentaria: "e veja o estrago que fizemos"

O caso da Samarco é o tipo do escândalo cujos responsáveis apostam na morosidade que impera em todo o aparelho do Estado (do Executivo ao Judiciário) como forma de escapar da punição que merecem. A empresa, depois de protelar as obrigações financeiras que assumiu ao se comprometer com o auxílio às vítimas da tragédia em Mariana, no final do ano passado, agora passou a investir em campanhas de imagem para ver se recupera alguma coisa de credibilidade, como se pode ver no vídeo acima.

O acinte é tão grande que o próprio Conar (o conselho que fiscaliza a ética dos anúncios publicitários) determinou que o vídeo seja retirado do ar (leia aqui). 

Há outra forma de evitar essa humilhação provocada contra a sociedade brasileira: a expropriação da empresa, a estatização de todo o seu patrimônio, a prisão de seus dirigentes e a proibição de que ela continue atuando no Brasil.

* Leia também: Resistência da Samarco a obras compensatórias atrasa acordo (Estadão)
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Um comentário:

Felipe Freitas disse...

Eles tentar procrastinar ao máximo seus deveres como empresa responsável pelo rompimento da barragem, mas não exitam em gastar "rios" de dinheiro com publicidade fajuta. A incoerência se constata a medida em que eles alegam não ter recursos suficientes para arcar com todo o prejuízo sozinhos.
O pior é esse fato cair no ostracismo e as pessoas não lembrarem mais. Quer dizer, só quando for a retrospectiva de final de ano né, ai todos, ao menos por alguns minutos, se indignarão a refletir sobre uma das maiores catástrofes ambientais da história do Brasil.