segunda-feira, 21 de março de 2016

Obama em Cuba

Antes o beisebol que o big stick
O imperialismo não muda, mas é melhor que sua representação
política esteja nas mãos de uma diplomacia de abertura e de convivência,
como é essa que Obama tem posto em prática... Melhor assim do que nas mãos de Bush ou de Trump.
 


Legal esse Obama, eu acho. Tenho para mim que, depois de Roosevelt, é o melhor presidente que os Estados Unidos tiveram, um luxo que talvez os estadunidenses não mereçam...

A retomada das relações diplomáticas com Cuba me parece um gesto de extraordinário descortino político e põe fim a um anacronismo da Guerra Fria, alivia as tensões internacionais e, mais que tudo, consagra a vitória da resistência que a ilha de Fidel representou na luta contra o imperialismo desde o início dos anos 60. Fico comparando as dimensões estadistas dessas duas representações - a de Obama e a de Fidel - com "nosso" Paulo Skaf, com o "nosso" FHC, com Cunhas e Renans, Aécios, Alckmins e "nossas" Martas... e é como se fizesse uma viagem de regresso no tempo, tal é a natureza grosseira e primária das nossas práticas políticas.

Sugiro: * Obama chega a Cuba (O. Mundi) * Obama em Cuba: reconciliação com a América Latina (El País) * Beisebol, diplomacia e tragédia (El País) * Visita é o fim da Guerra Fria (Opera Mundi) * Cuba on The Edge of Change (ensaio fotográfico do N. Y. Times)
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