terça-feira, 19 de abril de 2016

Dilma Rousseff: dignidade e respeito

Esse não é o início do fim;
 é o início da luta 
(Dilma Rousseff)
A presidente da República, eleita pela maioria dos brasileiros - privilégio legítimo e legal que nenhum dos facínoras que querem seu afastamento consegue exibir - é a primeira e principal vítima do banditismo que domina a Câmara Federal. Liderados por Paulo Skaf, Eduardo Cunha e Michel Temer, marginais que desmerecem o lugar que ocupam tornaram Dilma Rousseff símbolo do fundo mais triste a que a política brasileira foi levada pelos interesses privados. Mulher, progressista, lutadora pelo fim da ditadura, um golpe que a derrube representa um retrocesso incalculável para toda a nação.

No amargo e sincero pronunciamento feito ontem, a presidente emocionou o país. Uma pena que os jornais sequer tenham se mantido fieis à cobertura que suas palavras merecem. Nossa mídia, bem mais rápido do que seria esperado, já se prepara para bajular os escroques que querem se apossar do poder. Foram poucos os veículos tiveram a honra de destacar o desabafo da presidente. Veja aqui a matéria sobre a mensagem de Dilma, leia os trechos de sua fala e dissemine seu conteúdo onde for possível: é um desabafo que deve ser visto como um roteiro entristecido da crise que estamos vivendo.

Leia mais: * Para jornal colombiano, política brasileira se converteu em circo (Opera Mundi) * Unasul: impeachment de Dilma ameaça a democracia e a segurança jurídica da região (OM) * Impeachment: por Deus, pela família, por Cunha (Blog do Sakamoto) * Deus derruba a presidenta do Brasil (El País).
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2 comentários:

Anônimo disse...

Emocionou, sim. Deve ter emocionado professores esquerdistas de universidades públicas e privadas (deve, aliás, ter empolgado bastante lá na "Fefelich"). Deve ter empolgado também sindicalistas, gente que está desesperada em perder as verbas e boquinhas que este desgoverno tem patrocinado. Com certeza, na maioria dos brasileiros de bem o discurso provocou é nojo, ojeriza de uma ex-presidente que mal sabe falar. Que, em vez de emocionar, só provoca risos. A começar pelos termos que usa (Ou "sociedade humana" passou a ser aceitável?). Na verdade, professor, o seu discurso é de desespero. Ainda bem que, no campo da História, há Boris Fausto, José Murilo de Carvalho, entre outros que, se não são favoráveis ao que está acontecendo, pelo menos tem uma visão muito mais equilibrada e sensata. Não compactuam com essa história de golpe que vocês querem dar a este momento. Cada um, aliás, constrói a narrativa que quer. E a do golpe não vai se sustentar por muito tempo. Ou o STF também é golpista? Aliás, o senhor, que adora dar indicações de leitura, deveria ampliar o seu leque de leituras, lendo esta entrevista que a ótima Carmem Lúcia deu para a Época. Que tal? http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2016/04/carmen-lucia-o-povo-esta-cansando-de-brigar.html

J.S.Faro disse...

Anônimo,

Quando é que você vai deixar de lado a covardia do anonimato e abrir uma discussão transparente e bem fundamentada comigo?

Esse seu esconderijo não condiz nem com virtudes nem com as certezas que você proclama. O estilo é o dos porões que Bolsonaro frequentou ou é o do golpismo sorrateiro de Temer, quem sabe o cinismo do Cunha?

Boas companhias as suas... mas sangra o Brasil com elas.