sexta-feira, 6 de maio de 2016

Cenários de maio: Cunha e seus aliados nos desmoralizaram

* A revista Forbes - tão acariciada pelo pessoal que acompanha o jet set das finanças internacionais e que reforça o imaginário estúpido das elites brasileiras (essas mesmas que não sabem onde se esconder com a cassação branca de Eduardo Cunha) - publica em sua última edição uma triste reportagem sobre o Brasil: The Most Powerful - And Corrupt - Politician in Brazil Just Went Down, alguma coisa como O mais poderoso - e corrupto - político brasileiro caiu.

Eduardo Cunha: nosso país e nosso povo não mereciam ter
um cara como esse no vértice de suas instituições
de representação política. Como é que isso foi possível?
Nossas elites é que o permitiram: Skaf, FHC, Temer,
Serra, Aécio, Malfaia, Macedo, Kassab...

A matéria é de leitura obrigatória e deveria ser curtida por todos os brasileiros que têm estômago forte para suportar a galeria de ofensas morais e éticas que nossa sociedade está sofrendo nas mãos dessa verdadeira corja que se articula em torno do golpe que pretende depor Dilma Rousseff - não apenas pelo papel ultrajante que Eduardo Cunha teve em todo o processo - até esta 5a feira, mas também por todos os desdobramentos que sua "liderança" provocou no cenário institucional. Vai demorar muito tempo para que o país consiga limpar sua imagem no exterior e a imagem que agora  faz de si mesmo.  


Imagem do Brasil como celeiro de
políticos e empresários corruptos surge
na imprensa mundial como
obstáculo para a democracia.
Michel Temer é um dos responsáveis
por isso...



* O vice-esidente Michel Temer - um dos chefes da quadrilha que pretende levar até o fim o golpe contra a presidente eleita Dilma Rousseff - foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral e a partir do último dia 3 de maio está inelegível por 3 anos. A informação é do jornal Folha de S. Paulo e pode ser lida aqui, mas foi também destaque no The New York Times, segundo o site Brasil 24/7. Ainda é cedo para que se fale em governo Temer, até porque há contra ele um pedido de impeachment rolando na Câmara e o novo presidente da casa, Waldir Maranhão, já disse que vai dar prosseguimento a essa ação contra Temer.  Sem Cunha para protegê-lo, Temer pode ser afastado do cargo que persegue, antes mesmo de tê-lo assumido. 

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