domingo, 15 de maio de 2016

Marcha sobre Brasília

O poder no Brasil de castas, clãs e oligarcas de dinastias
Fernando Nogueira da Costa, via GGN

Se restava alguma dúvida sobre a natureza de um eventual governo de Michel Temer, isso se desfez nem tinham se completado ainda 24 horas de sua posse na interinidade da Presidência da República: os anúncios de violentos cortes de verbas em diversas áreas sociais, a intenção de estender para toda a sociedade o ônus do ajuste fiscal através de uma nova CPMF e a disposição de manter intocados os privilégios dos setores de alta renda. 

Ao lado da extinção irracional de ministérios e do claro obscurantismo que orienta a ação de pastas como a da Saúde, das Relações Exteriores, do Trabalho, da Justiça e da Educação, esse rápido início de "governo" deixa claras as motivações do golpe: o Brasil está diante de um governo fascista, de base parlamentar evangélica e empresarial, cuja prioridade é sua rejeição ao social e à diversidade de demandas da população.. 

No lugar de um ministério de notáveis, um ministério
de notórios...
Foi em razão dessas primeiras observações que reuni no twitter um conjunto de postagens nas quais especulo sobre o desafio que a sociedade brasileira tem pela frente: a resistência ao golpe não é política nem parlamentar (diante do estrangulamento e colapso que o neoconservadorismo impôs a essas áreas), mas moral, isto é, a resistência deve, em minha opinião, manifestar-se pela rejeição radical da imoralidade pública que atua como elemento ideológico estruturante das iniciativas tomadas por Temer e por sua equipe. Cabe, portanto, o desenvolvimento de um conjunto de ações que se traduzam na desobediência civil que exiba e isole a indignidade das figuras públicas desse Estado (continue a leitura)

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