quarta-feira, 29 de junho de 2016

De volta para o passado: ingleses exibem ódio racial primitivo contra estrangeiros

Será o passado escravagista dos ingleses
o elemento de seu inconsciente coletivo que
veio à tona com o Brexit? 
A Inglaterra nos deve desculpas pelo que foi
 e não arrogância pelo que imagina ser.
Será que a Inglaterra nos enganou esse tempo todo e escondia uma víscera que expele uma secreção cultivada na época do colonialismo e que só agora se revela para o mundo? Tudo bem que o Brexit é um passo atrás na busca pela integração econômica e política da Europa; afinal, o caminho da complementaridade entre países que já viveram duas guerras mundiais por suas idiossincrasias não é o único. Mas entre escolher outros rumos e adotar o ódio como traço distintivo de uma sociedade, como parece estar acontecendo agora, desqualifica qualquer argumento, desautoriza a presença inglesa em qualquer foro e coloca o país no século XVIII, na época em que os ingleses se especializaram no tráfico humano da escravidão. Aliás, ficaram ricos às custas disso.

Se a Carta da ONU deve ser cumprida rigorosamente em seus enunciados de liberdade e respeito aos direitos humanos, o Brasil poderia muito bem tomar a iniciativa, não só de romper relações diplomáticas com a Inglaterra, mas de pedir sua própria expulsão de todas as entidades internacionais. Eu sei que o governo Temer e sua chancelaria difícilmente chegarão a entender o desafio que é a construção de um mundo pautado pelo Humanismo e pela Democracia, mas não custa imaginar que eles tenham um insight de lucidez e nos deixem aliviados pela coragem de uma decisão dessas.

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