sexta-feira, 24 de junho de 2016

As luzes podem se apagar na Europa? Conservadores do mundo todo torcem por isso...

51,9% dos eleitores ingleses que participaram do plebiscito para decidir se a Inglaterra deveria ou não continuar integrando a CEE votaram pelo desligamento do país do bloco. As consequências dessa decisão são ainda difíceis de prever, mas pelo menos duas aparecem no horizonte: a necessidade de revisão do projeto comunitário para que se evitem novas defecções e um forte engajamento europeu na discussão sobre o autonomismo xenófobo que o desligamento britânico inevitavelmente vai provocar, como faz supor a natureza ideológica da campanha do Brexit (leia a matéria do Valor sobre o plebiscito)

Essas questões aparentemente não têm nada a ver com o Brasil, mas só aparentemente. Na prática, a saída da Inglaterra da CE estimula uma vocação isolacionista que nossa direita tem evidenciado no interinato de Temer, como está ficando claro nessa mal-disfarçada antipatia que José Serra mostra em relação ao Mercosul, tratado de integração regional que o ministro prefere ver substituído por acordos bilaterais (leia aqui).

Seja como for, tudo indica que o custo do desligamento da Grã-Bretanha da CEE será alto para os próprios ingleses, como se pode perceber destas análises publicadas pelo Estadão e pelo El PaísDo Estadão: * Que a sabedoria de Jo Cox seja lembrada pelos inglesesUE trouxe muitos benefícios para o Reino Unido Cameron e o problema que ele mesmo criou (Estadão) * Do El País:  Melhor dentro do que fora * Saída da UE seduz Inglaterra multicultural (acho que essa manchete contradiz o texto)  Brexit: a vertigem da decisão mais importante de uma geração.

* O Brexit e o fim da identidade dos trabalhadores (Rosana Pinheiro Machado, Carta Capital) * A diferença entre Inglaterra, Grã-Bretanha e Reino Unido (Veja). Do El País: * Nacionalista europeu, independentista inglês * Independência para Londres * Votação a favor do Brexit anima os xenófobos europeus.
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