segunda-feira, 6 de junho de 2016

O iminente colapso do "governo" Temer: indigno e corrupto

Alguém leva essa pantomima a sério?
É indigno para o país que um usurpador da Presidência da República use símbolos nacionais para proteger seus interesses privados e a corrupção que o rodeia. 

Posso estar muito enganado, mas essa tremenda infelicidade em que se transformou a interinidade - ilegítima e ilegal - de Michel Temer na Presidência da República parece estar com os dias contados tamanha é a nódoa de mau caratismo e de incompetência que ela manifesta todos os dias. Aliás, desafio os jornais e a mídia em geral, que previsivelmente ampliaram agora a carga contra a presidente eleita Dilma Rousseff, a apontar um único setor, uma corrente de opinião, um partido político sério e decente, um jornalista digno que erga o braço em favor de Temer e defenda sua permanência no governo. Claro, com exceção dos pulhas que já vislumbraram na atual composição do executivo brechas enormes para suas práticas, mas nem mesmo o safado do Paulo Skaf - que financiou o golpe - tem hoje coragem de colocar a cara na rua. Falando nisso, onde anda a garotada fascista do MBL?

O tom dessa derrocada humilhante para seus protagonistas e para a sociedade brasileira veio do insuspeito jornal The New York Times que deu ao governo de Temer a medalha de ouro da corrupção:  "as nomeações [dos ministros] reforçam as suspeitas de que o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff no mês passado, por acusações de maquiar ilegalmente as contas do governo, teve uma segunda intenção -  afastar a investigação (por corrução)", diz o jornal. Para o N. Y. Times, a promessa [do presidente interino] de combater esse quadro "soa oca" no ambiente de definhamento ético e moral em que os poderes da República vivem (leia aqui a notícia via BBC).

Michel Temer acumula agora, para o mal de todos os pecados que o cercam, a condenação do TRE de São Paulo por crime eleitoral, o que o coloca na virtual condição de cassado, já que a pena de "ficha suja" tornou-o tornou ilegível por oito anos (leia O colapso da credibilidade de Michel Temer). Além disso, a (de)composição de seu governo é de uma vulnerabilidade a toda prova: já se foi o senador Romero Jucá; depois, o ministro da transparência. Agora tudo indica que é o advogado geral da união - um cargo que deveria figurar entre os mais limpos da República - que emerge nessa falta de compostura ao "sequestrar" um avião da FAB para uso privado. As denúncias de repasse de recursos ilegais para o PMDB, as acusações contra Aécio Neves que colocam o PSDB na defensiva... todos esses fatos formam um mosaico deprimente que só acaba com a queda ou a derrubada do governo...

Em tempo: * O pacto, em caso de derrubada do impeachment (Luis Nassif, GGN) * Xadrez de Michel, o breve (Luis Nassif, GGN) * Cunha repassou R$ 5 milhões a Temer (Congresso em foco) * Padilha reconhece que denúncias contra o ministro do Turismo constrangem Temer (Folha) * Temer decide manter ministro envolvido na Lava Jato e chefe da AGU (Valor) * Antes que o barco afunde de vez: Temer suspende nomeações (Estadão) * Além de Jucá, mais 2 ministros envolvidos na Lava Jato (Uol).
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