sexta-feira, 17 de junho de 2016

Onde foi parar o meu país?

O interinato de Temer é um fake do Vaudeville sem a graça
 do original, mas com seus palhaços, mágicos fajutos, 
exibição de musculatura flácida e uma bailarina loira
 que imagina estar no centro das atenções
Ontem, quem deu o tom de tudo o que está acontecendo no Brasil foi um dos maiores pulhas da nossa história, que agora ocupa a função de Chefe da Casa Civil do gabinete golpista de Temer, Eliseu Padilha. Em três momentos diferentes, mas com o mesmo fio condutor da desfaçatez e do escárnio com que se apresenta aos brasileiros, primeiro Padilha vociferou contra a legislação trabalhista para a planteia de seus senhores, os empresários... que nunca esconderam que desregulamentar o trabalho foi um dos dois ou três grandes objetivos do afastamento de Dilma Rousseff. 

Para uma plateia que já está com o saco cheio da incompetência da interinidade de Temer, Padilha disse que "nós temos que olhar rumo ao amanhã", numa referência à suposta velhice da CLT (assista). Se ela data dos anos 40, raciocina o golpista, não há porque mantê-la intacta. A lógica e os aplausos são os de sempre; o que não é comum é a inserção do propósito do "governo" na aposta de que o país sai da crise se intensificar mais ainda o processo de transferência da riqueza do trabalho para o capital, a exemplo do que vem fazendo com as propostas de ajuste fiscal. É um outro país esse que os golpistas estão construindo (continue a leitura).
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