sexta-feira, 3 de junho de 2016

Quadrilha de corruptos e golpistas saqueia o país

Não é difícil adivinhar quem é quem nessa espécie de board
 do gangsterismo nacional que dirige a rapina contra o país. 
Seus integrantes têm o mesmo desprezo pela sociedade brasileira

Com uma atuação de fazer inveja aos roteiros dos bandos que infestaram Chicago nos anos 30 e de deixar de boca aberta toda a história da criminalidade internacional, a quadrilha que governa o Brasil - uma associação espúria de políticos e empresários corruptos, falsos evangélicos e golpistas de todo tipo - promoveu nos últimos dias um verdadeiro saque contra o país: detonou as finanças públicas com uma inédita implosão do orçamento através da criação ilegal de cargos e de aumentos despropositados de salários para o funcionalismo público. A irresponsabilidade - que vai funcionar como um aberto suborno para ampliar a estreitíssima base social em que se apoia a ilegalidade de sua atuação - provocou indignação até mesmo entre os golpistas de primeira hora  e obedece ao ritmo acelerado com que a quadrilha imagina se consolidar no governo a partir dos fatos consumados que vai consumando.

A relação das maldades, no entanto, é imensa: vai da já insinuada privatização da Petrobras e dos recursos do pré-sal (uma das exigências das empresas petroleiras globais durante a conspiração do impeachment) até a liquidação de serviços e programas sociais, reforma da previdência e da CLT, criação de novos tributos que vão penalizar os salários... Vale a pena acompanhar abaixo o elenco das matérias que falam (e analisam) o tema.

O corolário da ação dos facínoras chefiados por Temer, contudo, é claro: o Senado tem que condenar Dilma e, justamente, por isso, a estratégia da gangue se desdobra na pressão insuportável que está sendo feita para que a decisão do julgamento seja antecipada ao máximo antes que o povo tome as ruas e na transformação do relatório da comissão chefiada pelo senador Anastasia em um simulacro do qual estão sendo subtraídas provas substanciais que atestam a inculpabilidade da presidente.

Ótimos textos nesta edição
da Rede Brasil Atual
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