sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Ponto de vista: sobre provas, convicções, manipulações e sujeitos coletivos

Sylvia Debossan Moretzsohn, professora de Jornalismo da UFF 
Análise publicada originalmente no site do Observatório de Ética Jornalística - ObJETHOS

O show da força-tarefa da Operação Lava Jato na acusação do ex-presidente Lula como o grande capo da "propinocracia" não gerou apenas um meme de grande impacto. Produziu também uma enorme ironia: a insinuação de manipulação de informações, apontadas justamente por quem mais entende do riscado - as grandes empresas de comunicação. A frase "não temos prova, mas temos convicção" começou a circular pelas redes logo depois que o procurador Roberson Pozzobon alertou para a ausência de "provas cabais" de que Lula fosse de fato o proprietário do tal triplex do Guarujá. Pouco antes, em sua longa  explanação, o líder da força-tarefa, Deltan Dallagnol, havia falado em "convicção", mas prometera provas. A associação das duas falas produziu a frease que, junto com o canhestro power point  de bolinhas azuis exibido na apresentação do MPF - e que também foi objeto de inúmeras paródias -, provocou a onda de reações que variou entre o escárnio e o protesto indignado (continue a leitura).
Dallagnol
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