quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O presidente dissimulado e a imprensa silenciosa...

Um ditado que corre solto desde que ganhamos de presente em nossa história essa mala chamada Michel Temer: "quando precisa explicar muito é porque está mentindo ou porque fez coisa errada". Digo isso porque pela enésima vez o "presidente" veio a público hoje desmentir as intenções já manifestadas por ele próprio - e pela "equipe" que o cerca - de que as reformas e a redução de direitos sociais são inevitáveis e serão para valer. 

De Paulo Skaf - a eminência parda do golpe -, passando pelos "ministros" da Saúde, do Trabalho, da Educação e até pelo estafeta que ocupa a Casa Civil - todos já disseram, com riqueza de detalhes, que haverá redução de direitos e diminuição drástica de recursos alocados para áreas sociais sensíveis... mas Temer vem hoje à luz - com um estranho assentimento da imprensa - para mais um desmentido, agora relativo à mudança nas regras de saque do FGTS.

Temer mente? Seu "governo" prepara às escondidas e covardemente um sequestro nos direitos sociais dos brasileiros e ele dissimula isso publicamente com medo de que as ruas o ponham fora do Palácio do Planalto, como aliás ele merece? Acho que a verdade ele não diz,  mas a responsabilidade pela apuração de um fato dessa gravidade - um presidente da República que mente ou que dissimula  a verdade e esconde o que quer fazer, como Collor fez com os ativos financeiros - é da imprensa, a mesma imprensa que se desdobra diariamente para encontrar todas as suspeitas possíveis contra Lula, contra Dilma... Cadê os jornalistas, os editores, as colunistas e os colunistas? Apurem, façam reportagens, investiguem, entrevistem... façam o que o papel social da imprensa exige que se faça.

A sociedade brasileira quer saber, até porque não votou no programa de "governo" que os golpistas querem implementar e que os grandes jornais parecem noticiar com uma sinistra satisfação. 

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