sábado, 24 de setembro de 2016

Reforma de Temer é uma fraude contra a Educação e contra a sociedade brasileira

Ponte para o futuro. Currículo flexibilizado do modelo Temer de Educação: 
para quê formação intelectual integral do estudante se não é disso o que o mercado precisa? 
O Brasil que se vire depois...
(pela ideia acima, Nivaldo Divanny).

Na análise de Fernando Brito, "a reforma educacional de Temer é pior do que parece: só a parte boa é mentira" (leia aqui). Eis aí um silogismo cuja extensão e significado resume a quase unanimidade nacional em que a MP baixada pelo governo se transformou nos últimos dias.

Sobre a necessidade de uma reforma profunda na educação brasileira ninguém tem dúvidas; sobre a forma arbitrária e irresponsável como a iniciativa de Temer está sendo implementada e em torno da fragilidade de seu conteúdo - um arranjo de inspiração privatista e excludente, de limitadíssimo horizonte pedagógico - é que incidem as críticas. Disse eu outro dia, numa pequena roda de professores, que essa nova fraude que Temer comete contra o país - afinal, o governo é o resultado de uma impostura golpista que não deve sua existência a nenhum consenso da opinião pública, pois que não foi eleito - é um crime geracional cujos alcances, sequer imaginados por seus proponentes, podem se estender por décadas... um crime inapelável. Abaixo, algumas das principais matérias que traduzem a rejeição que a reforma de Temer está provocando:

* Mudar o ensino médio é necessário, mas não por MP (Renato Janine Ribeiro) * Reforma de Temer legaliza o "apartheid educacional" no Brasil (Gaudêncio Frigotto) * Não é "reforma", é mais um golpe na Educação (Cléo Manhas e Márcia Acioli) * Mudança no ensino médio não tem consenso e será de difícil adoção (Fábio de Castro e Luiz Fernando Toledo) * Reforma no ensino médio: cilada autoritária para privatizar a educação (Paulo Pimenta).
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