segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Temer: ou não governa ou cai. Por Aldo Fornazieri, via GGN

Com a consumação do impeachment de Dilma sem crime de responsabilidade e com a violação da Constituição, o que caracteriza o golpe, o país se encaminha para uma perigosa e irresponsável aventura política cuja desfecho é imprevisível. 
Mesmo que a democracia brasileira seja jovem, padecendo de enfermidades de nascença e muito imperfeita, não se pode brincar de democracia violentando a soberania popular e caçando 54 milhões de votos.
Nos Estados Unidos da América, país onde o instrumento do impeachment foi criado no sistema presidencialista, após de 230 anos, nenhum presidente foi afastado em definitivo por esse mecanismo, pois, para levar a democracia a sério é preciso um ato muito grave do mandatário supremo da nação para que se justifique tão drástica medida. A exigência da gravidade do ato de afastamento de um presidente está diretamente ligada ao fato de que seu mandato é expressão da vontade soberana do povo. Não é por acaso que, em editorial, o New York Times, a exemplo de outros jornais da grande imprensa dos EUA e da Europa, afirmou que os deputados e senadores não têm moral para afastar Dilma (leia aqui o texto integral do artigo).
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