sábado, 8 de outubro de 2016

A longa noite fascista está de volta?

A PEC 241, a controversa medida de Temer e de sua equipe econômica que congela os gastos públicos por 20 anos, condenando diversos setores sociais a uma existência orçamentária vegetativa, parece ter estabelecido um divisor de águas profundo no Brasil: sua eventual aprovação pela Câmara dos Deputado - contrariando a recomendação de arquivamento da proposta por sua inconstitucionalidade feita pela Advocacia Geral da União - está estimulando uma campanha cujo viés fascista é inconfundível e de dolorosa memória.

A pretexto de defender um sentido nacionalista que estaria embutido na austeridade radical nos gastos públicos, a consultoria financeira Empiricus desenterrou o sinistro Brasil, ame-o ou deixe-o, naturalmente com a intenção de segregar todos os que veem na PEC 241 uma política econômica cujos beneficiários serão os bancos e os empresários parasitas que vivem da especulação financeira.

De todos os sintomas do caráter autoritário dessa reação conservadora que o Brasil vive desde que teve início a conspiração contra o governo da presidente eleita Dilma Rousseff, esse me parece o mais grave pois que cria um falso sentimento de euforia em torno de uma mentira - como foram as artimanhas mentirosas da ditadura militar para estimular o ufanismo dos brasileiros nos anos 70. O resultado todos conhecem...

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