quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Rejeitado pela sociedade e chefiando um governo ilegítimo, Temer aliena a soberania nacional em favor de interesses estrangeiros

O que a imprensa chama de "governo" Temer é o resultado de um arranjo golpista que não tem sequer um único voto que o autorize a fazer coisa alguma. Minha convicção é a de que toda a camarilha que acompanha o "presidente" nessa busca desesperada por algum tipo de sustentação participa de um butim, tal é incidência de denúncias de corrupção que a envolve e sua aberta intenção de se apropriar da riqueza social gerada pelo trabalho. Agora mesmo, vem dos jornais, não sem um certo constrangimento com sua própria criatura, a revelação de que o indicado para o ministério do Turismo é réu numa ação de rola do STF (leia aqui a matéria da Folha).

Pois essa turma acaba de cometer talvez o maior crime pelo qual deixará registrada sua marca na história do país: feriu profundamente os interesses nacionais ao fazer aprovar ontem na Câmara dos Deputados - aquela mesma que já nos encheu de vergonha todo o tempo em que obedeceu a Eduardo Cunha - o fim da participação obrigatória da Petrobras na exploração dos recursos do pré-sal. Se havia alguma dúvida em torno dos compromissos escusos com os interesses internacionais que Temer assumiu para chegar à Presidência da República, um deles já foi cumprido: a alienação da soberania brasileira em favor da determinação das empresas transnacionais que atuam no setor petrolífero em aprofundar o estado de submissão da economia brasileira.

A prova dessa má fé é pública. Em reportagem de setembro último, a revista Carta Capital divulgou parte do depoimento que o empresário Elke Batista prestou, em 2015, à CPI do BNDES. Segundo o empresário, os ganhos que o pré-sal permitiram à Petrobras eram a única alternativa para que a empresa se reerguesse já que a extração seria rentável mesmo com a cotação baixa do óleo no mercado internacional, fato que explicaria a obsessão - e alegria - das transnacionais com a liberação dos contratos pretendida por Temer - liberação essa que finalmente foi conseguida ontem (continue a leitura).
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