segunda-feira, 10 de outubro de 2016

PEC 241: a indignidade no poder

Corte de recursos nos programas sociais? O caviar servido por Temer
na compra de votos dos deputados para a aprovação da PEC 241
foi cotado a U$ 25 mil o kg.
Não é segredo para ninguém qual é o principal objetivo e quais são as principais consequências da aprovação da PEC 241, medida inconstitucional que congela os gastos públicos durante 20 anos: atender aos compromissos do governo com os empresários, em especial os do setores financeiro e rentista; e desmontar de vez a presença do Estado em áreas sociais dramáticas como a Saúde e a Educação, sem contar os fortes indícios da deterioração da renda das classes D e E até 2025.

Ao lado da entrega do pré-sal para empresas estrangeiras, a PEC 241 pode ser definida como um crime contra os interesses do país, crime que está sendo cometido com o recurso perverso da promiscuidade parlamentar: o toma-lá-da-cá do velho clientelismo. 

O jantar que Temer ofereceu ontem aos deputados para garantir a aprovação da medida vai ficar registrado na história como um episódio que nos enche de vergonha cívica, apesar das bravatas sonoras e ridículas de Temer: "movimento contra o teto não pode ser admitido" ou "o corporativismo, disse ele, não pode tisnar (!) PEC do gasto público", São as feições do Brasil pós-golpe com as quais vamos ter que nos acostumar até que a população ocupe as ruas para exigir a expulsão de toda essa turma do lugar que usurparam.

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