sábado, 26 de novembro de 2016

Fidel Castro (1926-2016)

Fidel Castro e a mitologia do herói

O homem que venceu o imperialismo e atemorizou desde sempre
 as classes dominantes no mundo inteiro

Ps do post: Fidel Castro foi um gigante da história contemporânea: deve ter traduzido, mais do que nenhum outro, as contradições do nosso tempo e os limites dilatados da ação que o capitalismo exigiu para que sua opressão fosse superada. Por isso mesmo, não há possibilidade de que sua prática estivesse desprovida de paradoxos. No final das contas, no entanto, depois de encarar o bloqueio ilegal e injusto a que Cuba foi submetida pelos Estados Unidos e seus aliados (entre eles, durante bom tempo, o Brasil), El comandante salvou a soberania cubana e o povo cubano da miséria. Ergueu um muro de dignidade nas Américas e nem mesmo seus opositores (pelo menos os mais lúcidos) são capazes de ignorar nele uma personalidade que se confunde com uma instituição, como foram Mandela, Gandhi, João XXIII. 

Recolho aqui o que os sites dos principais jornais brasileiros publicaram no dia de sua morte: 
no meio de matérias que se confundem com panfletos distribuídos na little Havana, em Miami, tem muita coisa boa que nos ajuda a compreender todo o significado histórico de Fidel Castro: do El País: * A morte de Fidel, o último revolucionário * Morre Fidel Castro aos 90 anos * No Brasil, uma relação de amor e ódio com Fidel  * As melhores frases de Fidel Castro  * A herança deixada por Fidel na América Latina * Morte de Fidel amplia dúvidas sobre reaproximação com EUA. Folha: * A esquerda morre com Fidel Castro. Opera Mundi: Fidel, por Eduardo Galeano. Jovem Pan: A história não absolverá Fidel Castro (Caio Blinder).
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