sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Metástase

A situação de falência múltipla em que se encontram as instituições do país acho eu que permite perfeitamente a analogia com o organismo que mal se mantém de pé. Na verdade, se arrasta porque na velha mídia e entre os que ainda se entusiasmam com o governo golpista há uma deliberada recusa em constatar o óbvio: o Brasil foi tomado por uma quadrilha cujos integrantes estão por toda a parte - nos três poderes, na bandidagem empresarial de todos os setores, no jornalismo e por aí vai... Uma breve postagem no twitter me parece deixar claro o inusitado do cenário: qual é a base de natureza ético-política com a qual essa gangue vai remendar a Constituição, fazer as reformas do exigidas pelo grande capital e pauperizar a sociedade, essa mesma sociedade que já amarga 20 milhões de desempregados?

Trabalho com três perspectivas para a hipótese de que caminhamos para um estado de convulsão. A primeira delas é a econômica. Acho que foi o Clóvis Rossi quem sintetizou nesta semana na sua coluna na Folha o ambiente internacional criado com o resultado da eleição nos Estados Unidos. Segundo Rossi, o medo generalizado de que a rejeição do establishment neoliberal pela indignação  dos movimentos conservadores se amplie em direção à Europa, rapidamente fez emergir a constatação de que se as políticas de austeridade não for deixada de lado e os os investimentos não forem retomados, o fenômeno Trump pode se espalhar (continue a leitura). 
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