domingo, 4 de dezembro de 2016

Fora Temer, se possível hoje mesmo. Eleições gerais e diretas já!

José de Souza Martins: 
equilíbrio e simplicidade de argumentos
 contra o simulacro na austeridade fiscal
Se faltava uma reflexão competente e equilibrada em torno do verdadeiro abismo no qual Temer e sua facção de incompetentes podem jogar o país, caso continuem brincando de governar e consigam aprovar a PEC 55 no Senado, essa reflexão está hoje nas páginas do suplemento Aliás, do Estadão:  O país do avesso - governo Temer traz 20 anos de incertezas com a PEC do teto, de José de Souza Martins.

O sociólogo sintetiza, em minha opinião, duas variáveis que atuam no sentido de aprofundar as razões pelas quais Temer deve ser afastado do governo: sua crescente e inexorável perda de credibilidade política (se é que algum dia a teve, exceto para os golpistas que ainda o manipulam) e a própria ilegitimidade em que a representação parlamentar mergulhou - em especial, nesta última semana, o Senado. Como é possível imaginar que uma mudança radical no caráter do Estado brasileiro tal como a que será instituída pela PEC 55, uma rasura dessa ordem na Constituição e uma paralisia nos impulsos de crescimento econômico em nome da abstrata austeridade fiscal possa ser aprovada por gente dessa espécie? Com exceção dos banqueiros - de quem o ministro Henrique Meirelles é o maior dos representantes - e de IIlan Goldfajn - uma espécie de delegado do Banco Itaú no coração da política econômica - quem é que honestamente concorda com isso?

O professor José de Souza Martins não tem as respostas para o fosso em que se encontra o país, e nem parece ter sido esse seu objetivo; mas tem a coragem de ponderar que esse caminho é o mais incerto e certamente o mais dramático. Não estamos diante de uma medida de efeito geracional que nem poderá ser avaliada pelos que a querem implementar? 

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