quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Donald Trump e o caminho para trás

Um vazio pleno de reacionarismo que
encanta aos medíocres
Particularmente, acho Donald Trump um comediante de ópera bufa e um sujeito que reúne traços de uma personalidade doente, que transpira uma obsessão destrutiva pelo poder. Já pensava isso quando assisti acho que dois ou três episódios do Apprentice, um programa de TV porcamente imitado no Brasil pelo empresário Roberto Justus (quase um clone do próprio Trump), no qual o agora presidente americano se esmerava em humilhar os derrotados por seus desafios.

Vistas as coisas de agora, penso que o reality show de Trump era uma espécie de exercício de autoflagelação de seu apresentador cujo prazer decorre na vida real do sofrimento que impõe ao outro, uma psicopatia característica de radicais de todo o tipo; neste caso, de direita. Toda essa definição, no entanto, não resolve o problema que sua eleição nos cria: Mussolini foi assim; Hitler também. Stalin, com certeza; e agora mesmo, com essa fauna de personalidades totalitárias que chegaram ao poder no Brasil em consequência do golpe que derrubou Dilma Rousseff do governo, o que não falta por aqui são chefetes misóginos, racistas, homofóbicos, arrivistas, torturadores e assassinos em potencial. Em conjunto, os de fora e os daqui, formam o que de pior a modernidade tardia construiu (continue a leitura).
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