domingo, 26 de fevereiro de 2017

Dialética da cultura: nada se perde, tudo se transforma

A reorganização criativa das formas e das abordagens do real, seja
na Geometria ou na Filosofia, é a marca da cultura num mundo 

permanentemente ressignificado. Não terá sido sempre assim?
O site Medium Brasil sugere uma interessante discussão sobre as fronteiras da inventividade na cultura contemporânea: as limitações da criação original no terreno da arte e da inovação técnica. Para o autor do texto (Guimarães) - que emoldura uma excelente produção multimídia - "a figura do artista supremo" vem sendo submetida a um tão intenso processo de partilhamento da ideias que a noção de originalidade que fundamentou a reverência à genialidade individual vem sendo abalada juntamente com a própria noção de centralidade de uma criação única e irrepetível.

Em síntese: nunca mais teremos um Da Vinci ou um Einstein. O que se vive hoje no campo da arte, da ciência e da técnica é o puro remix, uma extensão generalizada que adveio da música. Empobrecimento da criatividade? Nada disso. Para Guimarães, a reinvenção pode ser tão genial quanto a primazia única do criador: "gênio é o que consegue copiar, transformar e combinar elementos diversos para a partir daí ressignificar a experiência. (Re)invenção é a chave!". Será mesmo? (leia aqui a íntegra da matéria).
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